O conceito de equilíbrio financeiro, por norma, encontra-se associado à administração de aspetos financeiros, como seria de esperar, e a processos de análise de estabilidade de empresas. No entanto, esta designação pode também ser aplicada a situações do quotidiano, relativas aos aspetos financeiros da população, levando a que pequenos gestos, como a poupança, possam melhorar a saúde da sua atual situação financeira.

Todos nós sentimos, de vez em quando, alguma dificuldade em organizar os nossos rendimentos. Isto, acontece porque não existe nenhuma fórmula que possamos aplicar de modo a equilibrarmos os pratos da balança, de uma vez por todas! Contudo, existem algumas medidas que, quando postas em prática, nos permitem compreender de que forma estamos a errar na gestão das nossas finanças, levando ao procedimento de pequenos ajustes e melhoramentos da nossa situação financeira. Algumas destas medidas passam por:

 

  • Traçar um diagnóstico de situação financeira, através da elaboração de uma grelha que reúna: a receita líquida do agregado familiar, o saldo disponível em conta, os valores das despesas fixas (como alimentação e prestações de casa ou carro), uma quantia extra para despesas ocasionais (como o arranjo de um carro) e ainda as despesas associadas a cartões de crédito e prazos de pagamento. Este mapa financeiro permitir-lhe-á gerir o seu rendimento da melhor forma possível.

 

  •  Aplicar a regra dos 10%, que consiste na criação de uma reserva de capital, equivalente a um décimo da totalidade dos ganhos mensais, o que vai levar à composição de um fundo de emergência. Este, pode também revelar-se útil perante uma situação de elevado investimento, como a aquisição de um carro, ou até mesmo de uma casa.

 

  •  Comprar somente o necessário, nem sempre é fácil… No entanto, existem algumas ações que nos podem afastar da tentação associada ao consumismo, tais como: evitar ir ao supermercado de estômago vazio, fazer uma lista de compras e segui-la à risca, comparar os preços dos produtos de forma a optar pelo mais em conta e aproveitar as promoções em vigor. Resista às compras por impulso!

 

  • Utilizar o cartão de crédito apenas quando for benéfico, de modo a conseguir acompanhar as suas despesas. Embora os cartões de crédito permitam o pagamento faseado de produtos e/ou serviços, não se esqueça que, por norma, acrescem juros, pelo que deverá pagar as suas compras a pronto, o maior número de vezes que lhe for possível. Caso esteja perante uma situação em que se veja obrigado a utilizar o cartão de crédito, certifique-se de que paga a totalidade do valor da compra no mês seguinte.

 

  •  Optar por um estilo de vida adequado aos rendimentos, significa que não deve ceder a luxos que se encontram acima das suas possibilidades financeiras. Se não tem possibilidades de sustentar um carro topo de gama, opte por um de classe económica. Desta forma, consegue aproveitar a vida, de acordo com o que está ao seu alcance, evitando eventuais dissabores.

 

  •  Estipular Metas de Poupança é fundamental para a nossa educação financeira. No início de cada mês estabeleça alguns desejos pessoais como metas, de forma a poupar a quantia necessária para as alcançar. Lembre-se que isto só funciona se for verdadeiro consigo próprio, e optar por estabelecer objetivos realistas! Ninguém gosta de imprevistos, mas a verdade é que eles acontecem, pelo que deverá gerir as suas poupanças de acordo com este aspeto. Se o ajudar, coloque um mealheiro à vista, de modo a não se esquecer do compromisso que assumiu.

 

  •  Colocar o dinheiro a render, seja através de investimentos em património imobiliário ou de soluções bancárias de alta rentabilidade e baixo risco. Esta é uma excelente forma de aumentar, gradualmente, os seus rendimentos. Mas antes de tomar qualquer decisão relativa à rentabilização do seu dinheiro, deverá informar-se junto do seu banco, para que fique a par de todas as ofertas que se encontram à sua disposição.

 

Como estas medidas, poderá encontrar tantas outras disponíveis através da Internet. O mais importante é ter consciência de que qualquer investimento requer planeamento e que, como já foi referido, os imprevistos acontecem e devemos estar preparados para eles. Não se esqueça que os seus rendimentos devem ser aplicados com sabedoria, contribuindo assim para o aumento da sua saúde financeira!

 


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