Com a chegada da pandemia resultante do surto de Covid-19, doença esta responsável pela morte de milhares de pessoas pelo mundo fora, muitas foram também as preocupações que começaram a assolar a mente da população, levando a que se verificasse um aumento relativamente à procura de medidas que auxiliem o combate a esta condição, até porque a incerteza relativamente ao futuro trouxe consigo a necessidade de garantir a proteção daqueles que nos são mais próximos.

 

Importa referir que, perante a manifestação de sintomas associados ao novo coronavírus em Portugal, a Associação Portuguesa de Seguradores veio esclarecer que a declaração do regime de pandemia em nada altera o funcionamento dos seguros de saúde, pelo que as prestações contratualmente exigidas nos mesmos continuarão a ser pagas, uma vez que as doenças epidémicas se encontram excluídas deste tipo de apólice.

Segundo as declarações que Mónica Dias, membro da Associação de Defesa do Consumidor, prestou ao jornal Expresso, existe um motivo para que estes casos não estejam comtemplados nos seguros de saúde, revelando que “é importante que numa situação de epidemia/pandemia como esta as pessoas sejam encaminhadas para as unidades de saúde de referência, o que permite fazer uma monitorização da disseminação da doença”, sendo que as seguradoras “estão obrigadas a encaminhar esses pacientes para os serviços especializados do Serviço Nacional de Saúde”.

 

O que esperar dos Seguros de Saúde neste momento?

As medidas de atuação e procedimentos implementados pela Direção Geral de Saúde exigem que os casos diagnosticados com Covid-19 sejam devidamente sinalizados pelas seguradoras e direcionados para as respetivas unidades de serviço especializado.

Todavia, existem alguns cuidados médicos que são assegurados aos utentes que apresentem um seguro de saúde, como é o caso da assistência médica ao domicílio. Sendo este um recurso presencial, e devido ao risco de contágio que surge tanto para os profissionais de saúde como para os utentes, as seguradoras optaram por limitar esta cobertura a situações de extrema necessidade, privilegiando sempre que possível o atendimento online.

No que respeita aos períodos de carência dos seguros de saúde, estes dizem respeito ao tempo entre a celebração do contrato e o momento a partir do qual poderá usufruir das coberturas e garantias seguradas pela apólice em questão, sendo que neste caso o período de carência da maior parte das coberturas tende a rondar os seis meses.

Perante uma situação de dúvida, e no decorrer do período de carência da sua apólice, saiba que a seguradora não assume os custos relativos ao teste de diagnóstico do novo coronavírus. Porém, existem algumas seguradoras que estão a optar por praticar preços mais reduzidos, caso os testes e exames sejam realizados na sua rede de prestadores convencionados.

 

Quais as despesas comparticipadas pela seguradora?

A Associação Portuguesa de Seguradoras informou ainda que as mesmas deverão comparticipar os exames de diagnóstico para o Covid-19 aos segurados que apresentem cobertura de ambulatório, mediante prescrição médica, sendo que em caso de infeção também as despesas de saúde prévias ao momento de diagnóstico deverão ser asseguradas.

A única forma de garantir que o seu seguro de saúde cobrisse as despesas associadas a tratamentos e hospitalização, seria se o hospital privado que recebeu o paciente fizesse parte da rede de combate ao Covid-19, situação essa que não se encontra contemplada em Portugal, em caso de pandemia.

 

Caso pretenda obter alguns esclarecimentos adicionais relativos a esta e outras questões relacionadas com o seu seguro de saúde no âmbito da pandemia, entre em contacto com o seu mediador de seguros ou entidade seguradora.

 

 


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